quarta-feira, 15 de maio de 2013

Enfim, e ai?!?!




Enfim.... eaí, bora para balada?

Primeiramente, você chega na balada e observa que metade das mulheres estão com um vestido de elástico, já a outra metade está com uma regata branca ou top e por cima uma blusa fina, junto com uma saia alta ou short customizado.
Usando o insistente perfume 212, Angel e Light Blue. Mas até aí tudo bem pois o uniforme faz parte. Não muito distante disso você vê alguns homens com uma camisa polo com “número 43” nas costas e um cavalo gigante no peito, perfume one million e a barriga saliente, com as mulheres mais bonitas da festa. Alguns gastando dinheiro que não tem, outros gastando por gastar e outros como eu agora, pensando em como funciona tudo isso… Nesse instante por algum motivo você se sente diferente daquelas pessoas. Culturalmente instruídos a sempre segurar um copo na mão seguimos o nosso caminho em busca de algo que no fundo não sabemos se realmente faz sentido.
Alguns caras querendo se divertir e outros numa disputa inútil para ver quem é o mais frouxo. Frouxo simplesmente por não conseguir pegar uma mulher só com o papo, por não saber jogar esse jogo de homem pra homem, mas novamente até aí tudo bem..pois cada um usa e atira com as armas que tem.


Em meio a tudo isso, me pergunto: onde está a conquista?
Cadê o charme?
O ato de arrancar um sorriso sincero, de você?
Ficar com a mulher por ter falado a coisa certa na hora certa, sem sensacionalismo.
Só acho que as coisas estão perdendo um pouco da graça. Então depois de consecutivas experiências dessas, você acaba vendo que o mundo de balada é muito limitado e o mais importante, que o que você tanto procura, não está e nem estará ali.

De forma alguma estou dizendo que não gosto de balada, ou que balada é algo de pessoas “vazias”, mas infelizmente na maioria das vezes é isso que eu vejo, mulheres que só querem levantar seu ego e homens que acham que baixar um litro de bebida lhe faz ser o macho "top" da festa.
Cada vez mais as pessoas têm a necessidade de mostrar ser uma coisa que não são, e principalmente terem seu ego exaltado.
Agora só falta elas perceberem que isso não leva a lugar nenhum.

Chegamos num ponto chave da sociedade, onde máscaras valem mais do que expressões, garrafas de bebida em cima da mesa valem mais do que apertos de mão e companhias falsas valem mais do que uma conversa sincera com a menina menos atraente da festa.

Por fim entenda que você pode ser uma pessoa super charmosa, educada, inteligente ou qualquer outro adjetivo, mas se a outra pessoa não for equivalente, ela não irá perceber o quão valiosa você é.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Como Amar uma Mulher!

Você pode não ser o primeiro homem dela, o último homem dela ou o único homem dela. Ela amou antes, pode ser que ela ame de novo. Mas se ela se ama agora, o que mais importa?
Ela não é perfeita - você também não é, e vocês dois podem nunca ser perfeitos juntos, mas se ela te faz rir, te faz pensar duas vezes, e admite ser humana e cometer erros, segure-se a e...la e dê a ela o máximo que você puder. Ela pode não estar pensando em você a cada segundo do dia, mas ela te dará uma parte dela que ela sabe que você pode quebrar - o coração dela. Então não machuque ela, não mude ela, não analise e não espere mais do que ela pode dar. Sorria quando ela te fizer feliz, diga a ela quando ela te deixar com raiva, e sinta a falta dela quando ela não estiver por perto.” Bob Marley

domingo, 26 de fevereiro de 2012

"Caminhos"

Dentre tantos novos caminhos e descobertas,
talvez a que mais me cause espanto é a descoberta de mim mesmo.
Enxergo-me com outros olhos.
Menos severo, mais condescendente talvez.
Foram tantos, e tão difíceis os momentos em que acreditei que
não valia à pena sequer tentar.
Duvidei de mim mesmo, da minha força e capacidade.
Com o tempo, e só com ele, percebi do quanto eu seria capaz.




Do quanto fui, e ainda hoje reconheço com surpresa, do quanto ainda sou.
Tenho falado tanto de sonhos e planos, e quando hoje alguém me perguntou
quais eram meus planos para o futuro, não hesitei e a resposta veio antes mesmo que eu pudesse sequer articular palavras.
Meu plano maior é viver.
Nada me importa mais que ser e fazer diferença na vida daqueles a quem eu amo, e que estão ao meu lado.


Nada.
Nem trabalho, nem dinheiro, nada.
Houve tempos em que eu queria tanto, sonhava tanto.
Coisas com as quais todo mundo já sonhou um dia.
Uma casa, um lar, um canto pra chamar de seu.
Conforto, estabilidade financeira, uma carreira, um trabalho decente que me motivasse e estimulasse a crescer sempre mais, popularidade, fama...
Um amor verdadeiro, e inteiro.
Nunca quis encontrar a "outra metade".
Sempre quis encontrar meu "outro completo".

Amar plenamente.
Sem jogos, sem dramas.
Amar simplesmente.
O sexo, a alma, o pensamento.
Hoje,eu sei, quero tanto e quero tão pouco.
Nem um pedaço de chão quero mais.
Quero sim, um pedaço de vida.
Fértil, produtiva.
Tão pouco me resta e tão pouco de fato eu tenho.
Mas é tanto e tão maior o que sinto.
E eu sei:
Não tenho medo da vida, ela é que tem medo de mim.
Não procuro uma saída.
Eu quero mesmo simplesmente viver assim.

terça-feira, 28 de junho de 2011

"O que não queremos ver, não podemos enxergar"

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença. O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência?

O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de tailandês, escrever poemas, dançar na rua, brigar com Deus e o Mundo por você, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, abandonar seus sentimentos, abrir mão de sua vida, matar seu próprio amor, estamos nem aí, não interessa o que você faça, já há uma opinião formada e não existe, "não existe", alternativa. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos mais o número do telefone das pessoas para quem não ligamos, nem seu e-mail pra algum contato virtual. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada, sem cor. 

A indiferença é a hostilidade em pessoa e é por si só o pior dos sentimentos humanos, que se pode oferecer sem um pingo de arrependimento, aos nossos semelhantes. Quem usa de indiferença castiga de uma maneira sobrenatural a outra pessoa sem que esta se possa defender, pois o indiferente não oferece abertura, para uma conversação, já que se fecha no seu mundo com seus semelhantes. O indiferente é uma pessoa normal, ao seu ver só precisa dos seus, e ficará tudo bem. Não quer problemas pra si, não é capaz de admitir ser ajudada e com facilidade atrai falsos amigos, vivendo só com a sua razão. A indiferença cria inimigos e intrigas por onde passa e é inquietante o seu negativismo, "eu não posso", "eu sei que isso não vai dar certo", "eu não posso fazer isso assim", "você está errado eu estou certo", "eu sei o que eu vivo", "eu sei o que eu passo", "eu sofro", "eu choro, só eu sei"...eu...eu...eu...eu...eu...eu, etc... Perceberam o Egocentrismo e o egoismo? ................ Pois é.
O pior é que a pessoa é indiferente no trato com o outro, tira prazer disso no seu egocentrismo desumano e incansável, pois estas pessoas gostam de causar dano às pessoas que tentam lhes ajudar. A indiferença maltrata sem uma única fagulha de arrependimento, são indivíduos do bem, porém, perdidos em sua mente, logo culpam tudo e todos por acharem que estão certos em relação a eles, e se baseiam nesse sentimento preconceituoso, de que os outros são assim, "não conseguem enxergar o meu lado" ... "Eu não, eu to sempre errado, tudo sou eu", sinais clínicos de indiferença consigo mesmo e com quem se importa. Quem é indiferente basta-se a si próprio, ou assim o julgam, e retira desse sentimento defeituoso um gozo inesgotável, que gostam de pregar aos sete ventos. São pessoas sarcásticas que falam o que querem, as vezes irônicos, mas não ouvem o que não lhe é conveniente, não se arrependendo nunca daquilo que proferem com uma exatidão que faz com que os outros se sintam culpados, " e lá se passou mais uma oportunidade de ser ajudada", pela culpa inexistente.

Passam pelos outros com um desprezo e uma negligência a toda a prova, com um sorriso imensurável nos lábios. Nunca olham os outros nos olhos em uma conversa que pode se tornar desagradável pra si, com uma frieza de arrepiar e pouco lhe importa uma coisa como o oposto dessa coisa em "si mesmo". O indiferente faz uso das ações, mesmo que as faça sem perceber, com uma insensibilidade que magoam mais que mil palavras. São pessoas que não souberam viver o amor que lhes foi dado, abandonaram tudo. Viraram as costas, seguiram seus ideais e não admitiram ajuda de quem tentou lhes dar sua própria vida, vida esta que o indiferente, pega e em uma simples conversa o descarta como se descarta uma garrafa Pet. Aaaah sim, também é verdade e isso é um risco de quem está disposto a amar alguém assim, que esteja sempre preparado pra ser substituído, pois o indiferente a qualquer momento poderá despoletar e sem você nem perceber você já ficou a mercê do vento, por uma simples conversa que não goste, uma verdade que lhe machuque, uma situação que lhe pressione, basta que as contradigam, que as enfrentem de frente ou que elas se sintam desconfortável e tudo torna-se ruim, falta disposição pra tudo, se acham as pessoas mais fracas do mundo. E ai entramos em um ponto delicado dessa história toda.
Como já referi acima a indiferença é o pior dos sentimentos, pois os outros não sabem como agir quando os fazem sentir culpabilizados pelo que não fazem, nem praticam de modo algum. A falta de zelo é também um ponto a referir, pois normalmente são pessoas que não se empenham com o seu bem próprio ou o alheio, ou é um ou outro, ou eu me sacrifico pelos outros e sofro quieto, ou esqueço todo mundo e vivo sozinho, não pode-se haver uma união de mãos e luta lado-a-lado. Quando encontram-se nessa situação lhes é muito mais conveniente aceitar ser submetido a atrocidades, falsidades, submissão, omissão e perda total de opinião, do que dar a cara a bater, manejados por aqueles que forem mais espertos e dispostos a fazer qualquer coisa para manipulá-los. São indiferentes e desapaixonadas consigo próprias e indolentes. Aplaudem de camarote a sua total dominação no picadeiro da vida, as opiniões ou crenças são desencontradas. Nunca se confessam culpadas de nada e o erro é sempre dos outros indivíduos, voltar atrás com o perdão no coração é um tabu, raros são os fortes que enfrentam as dificuldades, pois são facilmente manipulados por quem isso lhes quiser fazer, e ao se depararem com um paredão de dificuldades se torna muito mais fácil abdicar dos seus sentimentos do que lutar por eles.
A indiferença é a negação total do Amor, do amor próprio e de quem lhes ama, como seres humanos, com seus direitos e deveres. A nulidade dos sentidos é um ponto de referência do sentimento de indiferença, nada é mais marcante do que se estar a falar com uma pessoa e essa pessoa tomar-nos por simples e insignificantes, que não tem o direito de lhes mostrar a verdade. Têm por normas serem pessoas egoístas e de ego elevado, não se preocupando com nada, seguindo somente o caminho mais fácil, sendo os amores descartáveis. Fazem do isolamento com quem os usa o seu cavalo de batalha, e estar fora do seu próprio circuito sentimental humano torna-se confortável e menos mau de se levar por diante, ante a sua indiferença traiçoeira e tirânica. 
A indiferença, como sentimento, é para se anular com paciência e doses elevadas de compreensão. E mais, quem usa da indiferença, para levar a sua vida por diante, não tem efeito positivo nenhum ou qualquer valor de registo, por onde passam.
Por último, mas não menos importante, a indiferença e as pessoas indiferentes, não têm exatidão nenhuma, quando se pronunciam. O indiferente é um masturbador passivo, totalmente omisso aos manipuladores e defendem com unhas e dentes os sentimentos destes, como na síndrome de estocolmo, situação esta onde a pessoa se apega de tal maneira a quem lhes usam, que tornam-se seus motivos de vida, cedendo seus próprios sentimentos e fluxo vital para lhes agradar, nenhum sacrifício se torna impossível, tiram suas próprias vidas, não significa nada, se for para o bem destes, matar quem lhe ama tão pouco importa, se lhes foi pedidos, são facilmente comprados com chantagens de todos os tipos, e não se veem no direito de serem ajudadas, pois não o querem que ajudem....

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto. Reflitam... pois nunca é tarde pra acordar e voltar atrás com o coração, e retirar essa venda de indiferença dos olhos.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ao Amor


"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como irei  falar. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de fazer. O que quero é fazer um elogio ao amor puro. Me parece que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali logo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa, por causa da cama. Por causa das cuecas, das calças e das contas da lancheria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e... à mínima merdinha entram logo em "diálogo" e... se foi o amor.
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica (wow!!! palavrinha bonita essa) de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer um elogio ao amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão covardes e tão descompromissados como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, de um sacrifício sem volta, pois se é sem volta logo pensam "Vou procurar outro amor esse foi fraco, não me serviu", e lá se foi o amor de sua vida... os amores de hoje são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, de chegar no máximo do "tá bem? tudo bem? como está? vai la em casa hoje?", tomadores de biras, alcançadores de compromissos, banalidades, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um câncer a nos comer o coração e que nos canta no peito felicidade ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". O amor é uma recompensa, não é para qualquer um mas, é pra todos, todos aqueles dispostos a revelar os segredos que ele lhe impõe durante a vida, os que forem capazes de lutar essa guerra e desvendar seus segredos o terão como recompensa verdadeira, com total acesso aos seus tesouros.
Odeio esta mania contemporânea por fast-food, bebidas e descanso. Odeio os novos descasos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, flechadas, abraços, flores, já não se vê o Amor.  O amor fechou a loja. Foi transpassado ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo, É esse monstro de sete cabeças domesticável.  O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. é uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não enxerga, não compreende, não existe. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente, minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, num piscar de olhos o coração já foi apanhado para sempre e você nem se deu ao luxo de saber o que aconteceu, simplesmente seguiu em frente. Mas nos finais de sua vida você olhará para trás procurando seu coração, talvez você o verá ao seu lado de mãos dadas com você... e então você poderá partir com a certeza de que resolveu os enigmas do amor. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que nos escapa das mãos. E durante o dia, durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, não ter e mesmo assim amar, querer e lutar pela última fagulha de esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir nem desistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. 
A vida dura a Vida inteira, o amor dura quantas Vidas uma alma viver. Só um amor pode transcender ao limite da Vida, e vence-la também."

domingo, 26 de junho de 2011

Liberdade...???

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta 
os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também´. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo... e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como:não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra pessoa, se entregar ao outro e não ouvir "eu te amo" e ter de partir de você dizer isso, ficar de mãos dadas com essa pessoa , olhar pra frente perceber que o adversário do outro lado é todo o mundo e ao procurar a pessoa que estava de mãos dadas à você fugiu... etc, etc, etc. Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia no final do dia, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, é ver a pessoa chorar e não saber o que fazer para ajudar, mas a pessoa não quer que você faça nada, você ja está fazendo o máximo que poderia fazer que é estar ao seu lado, enfim, é ter ´alguém para amar´e ser amado.. Somos livres para optarmos!
E ser livre não é sair, farrear, pular, dançar, gritar, beber, se divertir, beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver entregue ao Amor às custas de encarar a Dor de ter o mundo contra você, e mostrar que você pode vencer, chegar no final e poder dizer, eu venci essa luta e tenho um amor.

sábado, 25 de junho de 2011

Feche os olhos e pense com o coração

Conheço no mínimo trezentas maneiras sinceras de se dizer eu te amo. Nenhuma delas com palavras. Porque amor não é amor de dicionário. Amor não é palavra. Não existe amor sem olhos nos olhos, sem lágrimas rolando face abaixo, sem corpos em contato carnal, sem mordida, sem tapas, sem ódio. Não existe amor sem ódio. Porque quem ama odeia. Claro que odeia, sente raiva, não aceita, não entende, esperneia, grita, perdoa e depois faz tudo de novo sem entender o porquê. E o amor tem contrário. Tem sim. 
O contrário do amor é a indiferença. Mas a indiferença não é importante. O amor, ah, o amor é. E amor é invisível, amor se infiltra por dentro da gente e faz com que cada molécula de nosso corpo perca completamente a noção do que é, do que faz. Amor não é emoção, amor não é paixão, amor não é essa banalidade estúpida retratada em novela das sete com personagens caricatos. Amor se faz complexo. Dizem que amar é simples, mas quem concordaria? Todos que já amaram uma ou outra vez sabem. Amar não é fácil porque amar dói. E iludem-se aqueles que acham que amar não deveria doer. E convenhamos: se amar fosse fácil assim, se amar simplesmente acontecesse de forma natural, se amar não precisasse de esforço, se não precisasse de dedicação, se não precisasse de cultivo, não teria graça. Quem amaria? Por que se deveria amar? Ah, seria tudo perpassado por uma pacatez que me parece assustadora. Amor fácil é como felicidade que não conhece tristeza. Não existe. Não de verdade. Não pra além do dicionário, que limita nossa vida a algumas letras que justapostas se fazem prepotentes e se propõe a explicar tudo. Mesmo não dizendo nada. 
Então amar é isso. Amar é se envolver com o outro e tentar levar adiante uma relação sem qualquer motivo racional. Amor não tem explicação racional. E amor também não se compreende. O máximo que se pode fazer é senti-lo. Senti-lo com tudo que vem junto. Senti-lo com dores lancinantes que fazem você querer explodir, senti-lo com felicidades incomparáveis. E isso todos vocês sabem. Perdoem se até agora eu não disse nada de novo, se não inovei, se não criei. Mas cá entre nós: não era isso que eu queria. O que eu queria era colocar pra fora tudo que está engasgado. Eu queria gritar pra mim mesmo e pedir para que parasse de doer. Eu queria mesmo era ter certeza de alguma coisa. Porque vocês sabem que amor é repleto de insegurança. Que amor não quer exagero falso, mas também que não se agüenta sem demonstração. Amor é sutil e gosta de detalhes. Mentira. Amor gosta do exagero nos detalhes tanto quanto dos detalhes no exagero. E amor seguro é amor falso. Porque amor seguro é daqueles que acham que podem, como disse um grande sábio, aguentar qualquer coisa. Mas o infinito, o infinito não cabe no amor. E me diga, meu anjo, o que seria o outro se não um infinito bem desenhado? E se o outro é infinito e o infinito não cabe no amor, como pode? Paradoxo. Porque amor se faz latente. E amor não se faz claro. De maneira alguma, de modo algum, em situação nenhuma. Amor se reveste desse véu de sentimentos inexplicáveis e caros. E amor só nasce se você quiser amar. Pra se manter um amor tem que se ser forte. Aguentar dor e ódio. Mas tudo isso é conjectura. Tudo isso não passa de ideia. Mesmo assim uma coisa é certa: Amor(ar), seja lá o que for ou por quais palavras vazias de dicionário vir a ser definido por uma mente demente que seja, vale à pena. 
Amar vale cada grama de esforço empenhada, cada noite de sono mal dormida, cada lágrima de sangue derramada, cada batalha dada como perdida onde a resposta está dentro de você, amar é você deitar á noite e chorando perceber quem tem alguém que chora por você, você descobre que ama quando se afasta por motivos quaisquer e deitado no seu canto sozinho pensando na vida, analisando seu dia você percebe "Eu sou o amor pra alguém" isso é amar. Amor pode até ser uma desgraça, e desgraçado seja aquele que ama. Mas me diga: do que adiantaria graça se não houvesse amor? É, “sem amor eu nada seria”. Piegas, eu sei, mas é bonito. E, ah, sabe o que eu queria colocar pra fora que está engasgado aqui dentro? Que eu te amo. Era isso. É piegas também, eu sei, mas é bonito. Eu te amo.